Pular para o conteúdo principal

Selic parada em 13,75%: o que a pausa do Copom muda para o agro em 2027

 O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na quarta-feira, 4 de novembro, manter a taxa Selic em 13,75% ao ano , por unanimidade. A decisão interrompe uma sequência de cinco cortes seguidos de 0,25 ponto percentual , iniciada em março, quando os juros básicos saíram de 15%. Na semana passada, publicamos aqui os cenários possíveis para a reunião . Agora que a pausa se confirmou, o ponto é outro: o que o tom do Banco Central indica para o custo do dinheiro no campo em 2027. A resposta curta é que o juro alto deve durar mais do que o mercado esperava há um mês, e isso pesa no planejamento da safra 2026/27, no refinanciamento de dívidas e nas decisões de investimento. O que o Copom decidiu e o que sinalizou Selic mantida em 13,75% , depois de cortes em março (14,75%), abril (14,50%), junho (14,25%), agosto (14%) e setembro (13,75%), segundo a Gazeta Mercantil. Sem data para voltar a cortar: de acordo com as reportagens da Gazeta Mercantil e do portal Sou Br...

Proagro e seguro rural negados: como contestar a negativa de indenização?







 Uma negativa de cobertura do Proagro ou do seguro rural não é a palavra final. Na maior parte dos casos, ela pode ser contestada, e o que decide o resultado é a qualidade da prova técnica que o produtor consegue apresentar.
Por que as indenizações são negadas

As negativas costumam se apoiar em poucos argumentos que se repetem. Os mais comuns são:

  • plantio fora da janela indicada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC);
  • uso de cultivar não recomendada para a região;
  • comunicação de perda considerada fora do prazo;
  • perdas atribuídas a manejo inadequado, e não ao evento climático;
  • divergência entre a produtividade estimada pelo perito da instituição e a realmente obtida.

Muitas vezes, esses argumentos se baseiam em uma única vistoria, feita em momento inadequado ou sem considerar todo o histórico da lavoura.

O caminho da contestação

No Proagro, o produtor pode recorrer administrativamente à Comissão Especial de Recursos (CER). No seguro rural, a contestação é feita junto à seguradora e, se necessário, na Justiça. Nos dois casos, alegar apenas que "houve seca" ou "choveu demais" raramente funciona.

O que muda o jogo é demonstrar, com dados, três pontos: que o evento climático ocorreu, que ele foi a causa da perda e qual foi o tamanho real do prejuízo.

O que um laudo agronômico precisa demonstrar

Um bom laudo de contestação reúne e cruza informações como:

  1. Dados meteorológicos oficiais da região no período crítico da cultura.
  2. Imagens de satélite que mostram a evolução da lavoura antes e depois do evento.
  3. Notas fiscais de insumos e registros de manejo, provando que a lavoura foi bem conduzida.
  4. Enquadramento da área, da data de plantio e da cultivar no ZARC.
  5. Estimativa técnica da produtividade esperada e da efetivamente colhida.

Com esse conjunto, o engenheiro agrônomo consegue rebater ponto a ponto os fundamentos da negativa, em vez de apenas discordar dela.

Quando procurar ajuda técnica

O ideal é envolver um engenheiro agrônomo assim que a perda acontece, antes mesmo da vistoria da instituição. Se a negativa já chegou, ainda é possível reconstruir boa parte da prova com imagens de satélite e dados climáticos históricos.

O Grupo Olivetto elabora laudos técnicos para produtores e advogados que precisam contestar negativas de Proagro e seguro rural. Entre em contato e saiba como podemos ajudar no seu caso.


Grupo Olivetto · Laudos e Perícias Agronômicas

Advogado ou produtor: veja em 30 segundos como foi a chuva da safra no município, comparada com a média histórica.

Consultar clima do município Falar com especialista Ver decisões favoráveis com laudos da Olivetto

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Banco Negou a Prorrogação da Dívida Rural? Entenda a Importância do Laudo Agronômico

  O produtor rural enfrenta riscos que nem sempre consegue controlar. Uma seca prolongada, excesso de chuva, granizo, problemas de comercialização ou uma quebra significativa de safra podem comprometer o planejamento financeiro de toda uma propriedade. Quando isso acontece, uma das maiores preocupações é o vencimento das operações de crédito rural. O produtor investiu esperando determinada produtividade. Entretanto, a receita prevista não se concretizou e os compromissos financeiros continuam existindo. Diante dessa situação, surge uma pergunta cada vez mais frequente: O que fazer quando o banco nega a prorrogação da dívida rural? Como engenheiro agrônomo que atua diretamente com produtores rurais e advogados do agronegócio, considero fundamental esclarecer um ponto: antes de qualquer discussão, precisamos compreender e documentar tecnicamente a realidade enfrentada pelo produtor. O banco pode negar a prorrogação da dívida rural? A prorrogação de operações de crédito rural d...

Selic parada em 13,75%: o que a pausa do Copom muda para o agro em 2027

 O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na quarta-feira, 4 de novembro, manter a taxa Selic em 13,75% ao ano , por unanimidade. A decisão interrompe uma sequência de cinco cortes seguidos de 0,25 ponto percentual , iniciada em março, quando os juros básicos saíram de 15%. Na semana passada, publicamos aqui os cenários possíveis para a reunião . Agora que a pausa se confirmou, o ponto é outro: o que o tom do Banco Central indica para o custo do dinheiro no campo em 2027. A resposta curta é que o juro alto deve durar mais do que o mercado esperava há um mês, e isso pesa no planejamento da safra 2026/27, no refinanciamento de dívidas e nas decisões de investimento. O que o Copom decidiu e o que sinalizou Selic mantida em 13,75% , depois de cortes em março (14,75%), abril (14,50%), junho (14,25%), agosto (14%) e setembro (13,75%), segundo a Gazeta Mercantil. Sem data para voltar a cortar: de acordo com as reportagens da Gazeta Mercantil e do portal Sou Br...

Prorrogação de crédito rural (MCR 2-6-4): o que mudou em 2026

Por Enio Ortiz, engenheiro agrônomo e perito, CEO do Grupo Olivetto. A prorrogação de crédito rural prevista no MCR 2-6-4 é o mecanismo do Manual de Crédito Rural que permite estender o prazo de uma operação quando o produtor tem dificuldade temporária de pagamento por causa de frustração de safra, problemas de comercialização ou outros eventos que prejudicam a atividade. Em 2026, a regra ganhou uma mudança de redação que gerou dúvidas em bancos, escritórios de advocacia e no campo. Este guia explica o que diz o item, o que mudou com a Resolução CMN 5.314/2026, quais requisitos continuam valendo e qual é o papel da prova técnica no pedido. O que é a prorrogação de crédito rural (MCR 2-6-4) O Manual de Crédito Rural (MCR), publicado pelo Banco Central, reúne as normas aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para as operações de crédito rural. No capítulo 2, seção 6, o item 4 trata da prorrogação de dívidas. Em resumo, ele permite que a instituição financeira prorrogue a op...